O estresse pode causar dores físicas e mentais

11/07/2019

O estresse é uma reação natural do organismo, quando é preciso lidar com alguma situação de risco ou que requer esforço mental ou físico. Se o estresse é pontual e de curta duração, é considerado algo normal e até saudável.

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Entretanto, quando perdura por vários dias e se torna muito intenso, é preciso ficar atento, pois os riscos de desenvolver problemas psicológicos e físicos, além de doenças graves, aumentam. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 90% da população mundial sofre de estresse crônico. Portanto, as chances de você também ser uma vítima do estresse são muito altas, certo?

Entre as causas, destacam-se a vida nos grandes centros urbanos, o trabalho e questões familiares.

Mas como saber o momento em que o estresse deixa de ser saudável e passa a apresentar perigo? Ter consciência sobre seus sintomas é o primeiro passo! É sobre isso que falaremos abaixo. 

Quais os indícios de que o nível de estresse está alto

Engana-se quem pensa que o estresse é apenas um mal-estar mental, sua recorrência costuma apresentar sinais emocionais e físicos. Confira os mais comuns:

Emocionais

  • irritabilidade e agressividade;
  • nervosismo;
  • desequilíbrio emocional;
  • ansiedade;
  • desânimo;
  • dificuldade de concentração;
  • insatisfação com a vida;
  • isolamento;
  • tristeza;
  • falta de memória;
  • insônia. 

Físicos

  • dores de cabeça;
  • queda de cabelo;
  • tontura;
  • dermatites, como alergia;
  • cansaço;
  • má digestão;
  • gastrite;
  • baixa na imunidade e o consequente aumento na incidência de doenças infecciosas, como gripes, resfriados herpes e dores de garganta;
  • boca seca e halitose;
  • alteração na respiração;
  • dor e tensão muscular.

Caso a pessoa não identifique porque está estressada e modifique os seus hábitos para, assim, evitar que o estresse continue prejudicando a sua qualidade de vida, o corpo fica mais suscetível ao surgimento de doenças.

Quais as doenças que o estresse pode desencadear

O estresse é fator de risco para diversas condições clínicas, principalmente aquelas que afetam o coração, visto que o problema gera alteração no ritmo cardíaco.

Segundo um estudo, cerca de 75% das doenças estão relacionadas com o estresse. Somente no Brasil, o Ministério da Saúde estima que ocorreram 132 mil infartos causados pelo estresse. Outra doença que pode facilmente se desenvolver é hipertensão, condição que acomete mais de 30 milhões de brasileiros.  

Outros problemas que podem acometer pessoas excessivamente estressadas são:

  • acidente vascular cerebral;
  • colesterol alto;
  • diabetes;
  • úlcera;
  • transtornos alimentares, como anorexia;
  • depressão;
  • síndrome da fadiga crônica;
  • síndrome do cólon irritável;
  • obesidade.

Para evitar danos ainda maiores para a saúde, é importante buscar meios para aliviar o estresse e, ainda, buscar um tratamento que trate mais do que minimizar os sintomas, mas que investiga a causa-raiz do problema. 

Como aliviar o estresse no dia a dia

Para evitar que os altos índices de estresse causem esgotamento mental e físico, é importante equilibrar as emoções e encontrar alternativas que promovam, principalmente, o relaxamento.

Algumas dicas que podem ajudar muito nisso são:

  1. reserve um tempo para si;
  2. tenha uma vida social saudável;
  3. converse com amigos e familiares;
  4. descanse o suficiente;
  5. pratique meditação;
  6. desligue-se mentalmente com frequência;
  7. desenvolva a sua espiritualidade;
  8. evite se preocupar com aquilo que não é controlável;
  9. cobre-se menos;
  10. trabalhe a sua resiliência;
  11. pratique atividade física;
  12. adote uma alimentação saudável.

 

É fundamental, ainda, consultar com um médico que investigue a sua saúde como um todo.  A medicina funcional tem como objetivo compreender as causas das doenças e sintomas nos âmbitos físico, mental e espiritual para, a partir daí, recomendar mudanças que possam gerar resultados satisfatórios. 

 

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Publicado por: Dra. Christiane Fujii - CRM/SC 8813 RQE 5292 e 8074
Formada em Medicina pela Universidade Regional de Blumenau FURB, fez especializações em Homeopatia, Acupuntura, e pós-graduações em Ciências da Fisiologia Humana pelo Grupo Longevidade Saudável e Prática Ortomolecular
Doctoralia    

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